terça-feira, 15 de julho de 2014

Só Com o Tempo

Pensei que com o tempo tudo passava,
durante algum tempo, acreditei.
Foste a vida que eu acreditava,
tanto que eu de mim, em ti desabafei!
Foram apenas palavras ditas,
sussurradas num pequeno abafo
Algumas apenas escritas.
para guardar um desabafo!
Marcava o tempo passado,
contava cada segundo.
O ponteiro no relógio estava apressado,
levava no tempo horas para o mundo!
Como pude ser enganada por ti,
como foi possível acreditar.
com o tempo eu sei, tudo passa, eu jà vi,
que com o tempo nada vem para ficar!
Com o tempo tudo passa,
ficam apenas as horas do tempo,
nossa alma nos trespassa,
por termos sido apenas, um passatempo!






*Maria C. Carmo (o poema)
foto retirada do google.





Mulher de Negro

Perto do mar contemplava,
sentia o aroma das águas,
ouvia o cantar da gaivota que voava,
desabafava as minhas mágoas! 
De repente olhei para bem distante,
contemplava o infinito,
Vi de passagem e só num instante,
uma mulher de negro  bonito.
Fui - me então aproximando,
partilhar junto a minha solidão.
Vi então triste e chorando,
um olhar negro a olhar para o chão.
Levantou a cabeça e me olhou,
fixamos o olhar,
seguiu em frente e nem falou,
partiu dali correndo sem  parar!
Era uma mulher de negro escuro,
distante era uma miragem.
Tinha um olhar negro e um pouco duro,
num rosto que  recordo aquela imagem!
Perto do mar continuo a contemplar,
olho muitas vezes distante,
Recordo muitas vezes aquele triste olhar,
numa mulher de negro que vi por um instante!
























* Maria C. Carmo (o poema)
foto retirado do Google.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Saudades De Ti

És quem deixei de ver,
que dentro do meu peito,
deixaste saudades sem querer,
por falta de vontade ou por respeito!
Serás quem me sufoca ao respirar,
quem me fará um vazio no coração.
Farás do meu descanso um sonho sem descansar,
quem de longe me fará criar uma ilusão!
Adormeço pensando com saudades,
acordo com as saudades acordada.
Pensei sermos celebridades,
tão de perto éramos quase nada!
Partiste um dia sem me avisar,
foi-se a tua boca sem mexer os lábios .
Teu brilho achei intenso ao teu olhar,
saudades dos nossos segredos sábios!
És quem me deu alegria de viver,
quem  me deu amizade pura.
Foi para mim grande alegria te conhecer,
nossa amizade foi sincera e também dura!
Agora sei que estás distante,
sei  que sinto saudade,
foi apenas num instante,
que tudo se foi, pura maldade!
És quem deixei de ver,
que dentro do meu peito,
deixaste saudades sem querer,
por falta de vontade ou de respeito!







* Maria C. carmo ( o poema)
foto retirada do google.









domingo, 13 de julho de 2014

Encostada Lembro

Encostei para dormir um pouco,
lembrei memorias passadas.
Tive sonhos com um louco,
aventuras atrapalhadas.

Conquistei maravilhas,
desiludi  pobres paixões.
Dividi  tudo em partilhas,
chegaram belas ocasiões!

Dormi alguns segundos,
foram de olhos abertos.
Vi o que queria em alguns mundos,
momentos bons foram bem certos!

Encostada lembrava feliz,
que afinal sonhar é dormir!
Acordada também pensava no que fiz,
a dormir, a dormir! 





* Maria C. Carmo (o poema)
foto retirada do google


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Na Calçada

A cada passo que dava,
cada pedra pisada da calçada 
mendigos que ali  lembrava,
sujos de cara lavada!

Tristeza via  em seus olhares,
fome em  seus lábios ressequidos.
Cidades de fantasias e bons colares,
 ruas de miséria sorrisos desaparecidos!

Calçada velha e já gasta,
negra, mal cheirosa, mal tratada!
cansada da vida e já sem pasta,
partilha da miséria envergonhada!

Que calçada era esta?
Que vida já deu aqui?
Aguentou alguma vez grande festa?
nada! Sofre desgaste dia a dia só por ti!

Nesta calçada que vejo,
que ainda sinto ao pisar.
Sei que ainda têm traquejo,
para aguentar sem  lamentar!

Calçada que és tu agora?
Caminhos de arrasar?
pessoas que num instante vão embora,
tu calçada, és a casa que alguém têm para morar!




* Maria C. Carmo (o poema)
foto retirada do google.




















terça-feira, 8 de julho de 2014

Imaginário

Da minha janela vejo lições que imagino,
ouço melodias constantes.
Pinto imagens do imaginário fino,
aventuras desafiantes! 
Posso construir um castelo,
conhecer caminhos desconhecidos.
Pintar tudo de amarelo,
guardar sonhos perdidos!
Construí um castelo de aventuras,
conheci algumas historias,
percebi que existem lições bem duras,
delas saíram grandes vitorias!
Posso imaginar,
mas é certo viver, viver.
Tudo que vai no ar,
para mim volta para não perder!!!






* Maria C. Carmo
foto retirada do google.

Aroma Fresco!

Sinto no meu rosto quem me refresca,
cheiro o aroma que me perfuma!
Esta água límpida e fresca,
no meu corpo que se acostuma!
Esta frescura que sinto,
leva de mim todo o desgaste.
Dando-me forças  eu consinto
que me devolvas se mo tiraste.
Sem forças sinto o aroma,
no meu rosto já cansado.
saem dos olhos o meu sintoma,
em cada gota do choro serrado!
Perfume que este aroma deixa,
no meu corpo adormecido,
No cabelo faz madeixa,
quando o sinto envolvido!





* Maria C. Carmo (o poema)
foto retirada do google.