terça-feira, 12 de novembro de 2013

A vida Me Traiu

A vida um dia me traiu,
foi forte esta traição.
Meu rosto de vergonha, não mais sorriu,
apenas mostrou nele aflição!
Valeria a pena sentir este sufoco, esta desilusão?
Certamente se adivinhasse,
nem ouviria o sofrimento que ainda me vai no coração,
nem que esta dor me despedaçasse!
Como foi cruel a minha vida,
como me enganou sem perceber.
Iludida, eu  apenas pensava ser uma ilusão perdida,
que depois desta desilusão me fez de novo arrepender!
Culpo eu a vida da traição;,
apenas me desculpo da fraqueza.
Permiti que a vida me estragasse a ilusão,
que me dava a mais linda alegria da natureza!
Sorrir, sorrir e sorrir,
sim era a minha maior felicidade.
Agora a minha maior vontade não é dormir,
mas sim enfrentar de novo a vida de verdade!





* Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.

domingo, 10 de novembro de 2013

Sonhos De Um Dia

Sonhos que a vida Levou,
recordações que se perderam!
Da vida nada ficou,
apenas algumas letras que se escreveram.
Sou apenas sonhadora,
que da vida nada tem.
Sonhos que um dia me fizeram lutadora,
ganhando força que agora tem!
Sonhos que um dia foram a esperança,
a liberdade de partilhar.
Não se vive apenas em criança,
um sonho que nos faz sonhar!
Esses de menina,
fazem-nos delirar.
Quando já não se é pequenina,
todos os sonhos se vão sem terminar!
Levou-me os sonhos a vida,
deixou-me um pouco inquieta.
fez de mim mulher atrevida,
para nunca mais me deixar quieta!!




* Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.

Inveja

Invejo a noite calma;
quando me deito agitada.
Sufoco a minha alma,
quando na noite calma não sossego nada!
A inveja é coisa feia,
mas vendo dormir a noite calma.
Sinto-me presa numa teia,
que logo sei que me desalma!
Queria tanto adormecer,
sentir ao menos fechar os olhos!
Descansar o que sinto sem querer,
embrulhada numa mantinha de folhos.
E porque a inveja nos cansa,
nos lembra que existe cansaço.
A nossa alma na descansa,
sem ao menos termos um abraço!





*Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.

Natureza

Natureza que me encanta,
em cada flor que em ti renasce.
Cresce linda até me espanta,
a beleza que em ti é praxe.

Beleza rara que em ti eu vejo,



 perfumando todo o ar.
Brilho que invejo,
até quando a noite é de luar!



* Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.



Ausência

Afastei-me das letras por um instante,
não quis marcar ausência.
Foi para esquecer o que achei ser importante,
numa madrugada de excelência!

Com as letras vivo eternamente,
deliro com elas dia a dia!
Cada quadra fala de boa gente,
que mostra em seu rosto alegria.

A ausência era de mim uma marca;
se dela fizesse rotina!
Viva a fechei em uma arca,
para que não passasse de uma ausência pequenina!

Ouvia o som que cada letra fazia,
deixadas no meu gavetão!
Minha mente estremecia;
com o papel amontoar no papelão.

Minha caneta pulava,
batia seu bico na gaveta.
Nesta ausência nem me lembrava,
onde guardava a minha caneta!

Sorte tive em ser pequena,
esta ausência por instantes.
Eu nas letras fico serena,
escrevendo quadras importantes!

Agora sei que a ausência,
comigo não vale a pena.
Pois sei o que esta experiência,
de pouco faz um dilema!




* Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.




sábado, 9 de novembro de 2013

Musica De Piano

Sou a musica do piano,
que alegra alguns momentos.
Sou a melodia que em cada ano,
faz acordar os pensamentos.
Cada tecla é a letra necessária,
faz a melodia certa.
Sai a musica diária,
numa pequena caixa aberta.
Sou a melodia que em caixa,
com a alegria  que sinto!




* Maria Ribeiro (o poema)
Foto retirada do google.



sábado, 2 de novembro de 2013

Infinito Molhado

Num infinito de água,
olhava silenciosa e parada.
Mostrava no meu rosto a minha mágoa,
porque sofria por tudo e por nada.
Olhava serena aquela imensidão,
que tanto medo me metia.
Logo sairia da solidão,
só olhando a água feliz  eu me sentia!
Olhava de novo, apreciando o lugar,
pisava a areia que me protegia
Molhava os pés na água ao luar,
perdia o medo que tanto me afligia.
É um desafio enfrentar o infinito,
molhar os pés naquela água.
Olhar e ver que é bonito,
esquecer a tristeza de uma magoa!





*Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.