terça-feira, 26 de novembro de 2013

Jà Fui Um Brinquedo

Já fui brinquedo de um bebé,
rebolei varias vezes no chão.
Fiz de cobaia e de macaco chimpanzé,
a tocar viola com a mão!
Fazia rir as gargalhadas,
um pequeno feliz bebé.
Queria que fizesse palhaçadas,
e rebolasse só com um pé!
Como é bom ser um brinquedo,
em quanto bebé é pequeno.
Não passamos de um segredo,
que ao crescer fica mais sereno!
Até já fui uma bola,
um carrinho e um burro.
Levei com bolachas na tola,
e na cara valente murro!
Fiz de tudo para entreter,
quando bebé estava a gritar.
Queria brincar comigo e eu sem saber,
que brinquedo não sabe falar!
Fazer feliz um bebé,
é coisa de brinquedo.
Sabe fazer com fé,
que o bebé não tenha medo!



* Maria Ribiro (o poema)
foto retirada do google.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Mãos Macias

Queria sentir as tuas mãos macias,
pousando no meu ombro quebrado.
Leves, carinhosas e vazias,
fazem  o meu ombro mais delicado!
Imagino quanto macia será,
sentir a tua mão  sem a ver.
Imaginar a leveza pura que terá,
tuas mãos que me acalmam sem saber!
Ainda sonho e sinto de leve,
cada carinho que imagino,
Tuas mãos que meu ombro nunca teve
e sentia de leve, um carinho clandestino!
Saudades sinto eu agora,
quando imagino serem tão puras.
Tuas mãos macias foram embora 
e as saudades são tão duras!
























* Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.

Voo Excelente

Voo Livre, excelente,
voa a águia pelos montes.
Mostra no ar como é livre há gente,
pousando onde? No cume das pontes!
Pousa no cume de uma torre,
espreita de longe a sua presa.
Levanta voo a presa corre,
para não ter uma surpresa!
Que voo livre tem esta águia,
quando voa e mostra seu voo excelente.
Pousa vaidosa mostrando sua fidalguia,
disfarçando apanha sua presa contente!
Tem um voo livre excelente
quem o vê tem - lhe respeito.
Tão livre que assusta a gente,
por ter o excelente voo suspeito!





*Maria Ribeiro  (o poema)
foto retirada do google.




domingo, 24 de novembro de 2013

Menina Suja

Subia aquela rua,
aquela menina suja de cara lavada.
Pobre coitada e nua,
Subia sem falar nada!
Era uma menina bonita,
seus olhos arregalados espreitavam.
Sozinha parecia esquisita,
sem responder quando chamavam!
Psiu, psiu, chamavam por ela,
respondia logo sem pensar.
 refilona ela era aquela,
que refilava sem falar!
Sua cabeça abanava,
para mostrar não dizer nada!
Subia a correr e em cima chegava,
a menina suja de cara lavada!

 

*Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.

Não Posso Subestimar O Que Sinto

Não subestimo o que hoje estou sentindo,
o aperto em meu peito está forte!
Como posso saber se o coração está  mentindo,
a cada batida eu tenho sorte!
Hoje sinto tristeza, sinto-me estranha,
começo a sentir pressão.
Sinto no peito uma dor que me amãnha,
um desgaste sem razão!
Procuro esquecer o que sinto,
abrir o meu peito e liberta-lo.
Dizer novamente ao coração que eu não minto,
mas a cada batida sinto trespassa-lo!
Não subestimo, não brinco,
não compreendo, apenas sinto.
Um coração de pedra ou zinco,
faz promessas e eu consinto!
Como posso subestimar,
o que anda meu peito.
Cansaço sinto sem descansar,
mesmo já deitada no meu leito!




* Maria Ribeiro ( o poema)

foto retirada do google.




sábado, 23 de novembro de 2013

Cada Traço é Uma Vida

Cada traço que a vida traça,
são marcas que não vão embora.
São presentes vindos de graça,
mesmo querendo não ficam de fora!
São linhas que nos ensinam,
como seguir na vida em frente.
Tristes são quando terminam
e não saem da nossa mente!
São presentes que ninguém quer,
traçados em nossa vida.
tanto homem como mulher,
fica com a vida perdida!
Traços e traços delinquentes,
Linhas e linhas desesperadas.
vidas frias se tornam quentes,
a cada traço que a vida faz traçadas!




* Maria Ribeiro (o poema)

foto retirada do google.

Montanha Imaginária

Fiz do teu rosto uma montanha,
nela encantei-me quando a vi.
Em cada ruga vi  uma estrada tamanha,
que nela feliz eu me perdi!
Teu rosto tem muitas estradas,
que o tamanho não impede.
Brilha no percurso que faço com passadas,
quando o sorriso se abre no caminho que se perde.
A montanha que fiz do teu rosto,
é a mais linda que conheço.
Feliz caminhando eu sei que mostro,
quando respiro e dou bocejo!
Queria nunca perder esta montanha,
pois nela existe grandes caminhos.
Cada ruga tem cor castanha,
que são marcas de teus carinhos!
Rosto belo este que me marcou,
vi cada ruga ao pormenor.
A mais pequenina estrada eu sei que sou,
deste rosto montanha maior!



















* Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada da internet.