domingo, 27 de outubro de 2013

Nós

TU
Tu, que és minha alma,
metade do meu corpo, minha face!
Tu que me dás força e me dás calma,
 Dizes ao corpo quente que me abrace.

EU
Tu que és, amigo e amante,
Vivo, contigo em minha mente, apaixonada.
Olhar-te, fico perdida por um instante,
 tremo de paixão deliberada.

TU
Tu que és amiga e amante,
Vivo, contigo, apaixonado.
Olhar-te, num instante,
Tremo, de paixão e amor dilacerado.

EU
Tu que, me castigas e me alertas,
Fizeste-me capaz de te amar, mesmo na escuridão.
Tu que me amas, me desejas e me despertas,
Fizeste, meu corpo adormecido, despertar uma paixão.

TU
Castiga, abraça e aperta,
faz, de mim sonho capaz de acordar!
Sonha deseja e desperta,
Faz, no meu corpo, uma loucura flutuar.

EU
És quem sonhei numa noite mal dormida,
tu, és quem desejo, num mundo só meu.
Adormeço, sonho, amo, numa noite mexida,
sou aquele amor, que queria ser só teu.

TU
Com quem sonhei numa agitação atrevida,
na impossibilidade de uma emoção,
Sabendo que era loucura perdida.
numa  noite fria e escura, dás alegria há ilusão!

EU
Amo, vivo e desejo,
Faço de conta que não sei.
Olho tu boca, quero dar-te um beijo,
Porque aos poucos foi por ti que me apaixonei!!




* Maria Ribeiro e não só !!! (o poema)
foto retirada Do google.

Proibido A Palavra Certa

Foi por ti, 
foi verdade.
És um amor que jamais esquecerei,
lentamente ouvia, pensava, cresceu.
Foi devagar que aos poucos me perdi de paixão por ti.
Sem Razão, sem motivo algum, meu coração,
deixou se envolver por ti que és e será um amor proibido.
A vida (tu) me dizia para eu não me apaixonar, 
eu assim pensava, pois amar já não seria para a minha idade,
agora triste e sem razão, sei que me perdi de amor por ti.
Vai passar porque tudo que vem também se vai.
Doí um pouco, custa a  adormecer sem saber que amanhã,
poderei ou não falar contigo.
Só o orgulho nos separa, eu sinto isso,
via nos teus olhos que tal como eu também crescia.
Foram lindos os momentos que partilhamos, 
foram abençoadas as gargalhadas que dei. 
Será que tu também pensas em mim? Não acredito?
Foi pura fantasia o que me mostravas bem lá no fundo dos teus olhos.
Tua boca saltava quando de mim te aproximavas, notava que ficavas ansioso.
Queria puder agarrar o teu lábio de baixo carnudo e sensual, 
todo ele quando te olhava me fazia arrepiar de desejo.
Teu brilho no olhar quando nos cruzávamos era puro, sincero amigo, talvez mais do que isso. Diziam os teus olhos que me amavam. Sempre há procura de os ver bem lá no fundo encontrar algo que pudesses confirmar o meu amor!
Sim apaixonei-me por ti, tem sido de uma dor bem grande a que sofro quando sei que estás aí.
Foi amando, ou amor, o  que me fez afastar, procurava-te com alegria, e a tua ausência me magoou, hoje mesmo amando, acredito  e sei que este amor nunca se iria encontrar. Proibido a palavra certa!!!




* Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.


Saudades

Meu amigo foste tu!
Meu aperto no peito é de saudades.
Queria ver-te agora a olho nu,
partilhar contigo novidades.
Quando me vias olhar-te,
me disseste que meu olhar era sereno,
Estava dentro do teu olho a procurar-te,
fazendo crescer o meu amor ainda  pequeno.
Meu olhar confidenciava contigo,
transparecia uma alegria pura,
já parecia um amor antigo,
numa amizade já madura.
Foste para mim alguém especial,
serás sempre um amigo que jamais esquecerei.
Mas diante das duvidas não achei normal,
dizer adeus a quem eu de bom amigo tão pouco tempo chamei!!!



* Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Convite

Convidei-te para entrares,
disseste que não querias.
Era só para cantares,
algumas das tuas melodias.

Escrevi-te alguns poemas,
todos eles para ti.
eram apenas alguns dos temas,
que seriam das canções que escrevi.

Disse-te que estaria só,
nos poemas, eram só algumas letras.
Entrariam o ré e o dó,
escritas em linhas pretas.

Sentiste que me perdias,
pois foi certo que me perdeste.
Já foi tarde quando descobrias,
que o convite que te fiz, não o mereceste!!!



* Maria Ribeiro (o poema)
foto retirada do google.

Foi-se

Foi um tempo, foi em vão,
foram momentos já embora,
que nem na memória já estão,
nem é minuto nem foi hora!
Custou o abandono,
doeu o afastamento.
No tempo perdi o sono,
perturbei o pensamento.
Agora já relaxei
Tudo que vem, também se vai,
perturbar-me não deixei.
Levanto depressa o que cai.
Se algo se foi não era meu,
se voltar será bem vindo.
Nunca foi romance de Julieta nem de Romeu,
nem para que fique eu estou pedindo!!




*Maria Ribeiro (o poema)

foto retirada o google.

Carente De Um Abraço

Há noite no meu cantinho,
quando cansada me deito.
Sinto-me só e sem carinho,
sinto uma tristeza no meu peito!
Um delírio sem limites,
uma tristeza sem razão.
Pergunto ao pensamento, tu me permites?
E no entanto sem saber peço perdão!
Descanso o que o cansaço me fez,
adormeço quantas vezes eu consigo.
Deliro por tristeza mais uma vez,
por lembrar um pensamento mais antigo!
Neste cantinho que estou adormecida,
nele repouso do cansaço.
Quero dizer já estou vencida,
e carente de um abraço!




* Maria Ribeiro (o poema)

foto retirada do google.





Alma que Desalma

Hoje a minha calma,
deixou que eu desse um sorriso.
Tantas vezes ela me desalma,
Que me faz perder o Juizo!
Sem medo, com calma, serena.
Sempre há espera que nada atrapalhe.
E a vida que é tão pequena,
Dá-nos sabedoria para que nada nos falhe.
Ó! Calma que me assustastes,
sabes que sou pessoa ágil .
Hoje, boazinha não me maltrataste,
porque tens carácter frágil.
Alma que desalmas e és serena,
sorris sem juízo e não me deixas.
Mesmo sendo uma alma pequena,
ouves-me, acompanhas-me e não te queixas!




*Maria Ribeiro (o poema)

foto retirada do google.